VIDIGA

Setembro 23, 2011

E hoje
a noite por certo
o vidigal
aparado bonito
como árvore
tipo dezembro
e nem e a torcida
de quem
se arrisca,
devidamente
sustentada na
insustentabilidade,
sabe dizer
se o ano inteiro
é natal

OBS

Setembro 23, 2011

Empunhadura octagonal
Dando impressão
Redondo quadrado
Confunde a cabeça
Cromada total
Como espelho direito
Esquerdo Certeiro
Vida torta e endireita
Inteira digital
simples maçaneta
a maneira que trabalha
como batalha o artefato
tirada do lugar
no canto do quarto de guardar
geral
em cima de coisa qualquer
Multi vista em diagonal
suporte invento
incêndio do senso
da gente
de des
di som
do dó
du xero

Gigante (coração de pedra)

Fevereiro 25, 2011

 

Num segundo um disparate

Viu sua vida um passo a frente

Seu pai viciado em…

craque em fazer sofrer

Tão frio como de costume

Caiu duro bem na sua frente

Levando a cruz

Deixando a conta pra sobreviver.

Pai filho da mãe ninguém merece ter.

Mas o velho deixou assim a coisa acontecer.

A neurose de herança

Nem sabia da existência

Era tudo mas nem se dava conta dela ali.

O orgulho a muito se esvaíra

Disso só a palavra conhecia

Jurava ao filho que ainda não existia

Com melancolia típica natalina

Que esse presente ia ser dado todo dia.

Pois de pequeno já sabia que a vida

Ali fora era covardia

Pulou corda de olho na própria sombra

Fez coisas de muita valia

Cuidava de carros e era educado

Até com quem não merecia

Ganhou trocados

sempre calado

Já em casa relaxado

Esquentava a bóia merecida

Queria entender de um entendimento

De quem na escola não ia

Qual o sentido disso tudo ?

Porque se fazia tanta gente

Se toda essa gente não se mantinha.

- Não vou ter filho porra nenhuma – Ele não mereceria.

E o poeta burguês imbecil diria:

“ a manifestação do amor involuntária e instintiva”.

- Poeta filho da puta sou coração de pedra.

E a vida segue. Por que não seguiria ?

O Gigante toma formas. Por que não tomaria ?

Na TV ele assistia soldados sem guerra

Procurando sonhos atrás de uma milha.

Pelas esquinas muitos pais filhos da mãe

Viciados pobres diabos escravos que

Nem por um instante se dão ao trabalho de sobreviver.

Tanta merda uma droga e eles festejam entorpecendo

cada centavo de comida da família.

tão triste essa noticia, mas já não é uma ironia.

O gigante já tem barba

Braço longo tatuado

mete medo só de olhar

Economiza na palavra

Dá um jeito

arruma outro emprego

e se vai paletear.

Economia é alegria quando põem no fim do dia

A mão na carteira com ousadia e sente ela gorda a estourar.

O mundo não é de todo mau.

Tem gente boa gente honesta que do Gigante gosta e aposta.

Ele ganha academia, roupa boa sonho e comida pro banquete de jantar.

E não é que um belo dia o Gigante leva medo quando a moça da faxina

Ali do prédio da esquina passa livre leve solta

e mexe no cabelo dando pinta que quer dar.

A principio foi o cheiro que ela nem se apercebia.

Só parava de pensar.

Com o tempo ela procurava

E se achava bem no fundo do olhar

E o Gigante não sabia

Mas intuía

Nos seus 20 anos de vida

Que era a hora de atacar.

E o poeta burguês imbecil:

“A manifestação da libido como essência da paixão

Desencadear –se pode num fatal amor.”

Gigante não conheceu poetas.

Não entende a vida, porque de poesia entenderia ?

Coração e pau de pedra pra poesia

E pra menina da faxina

que ele esperava de tocaia

noutra esquina de quem vinha.

Não deu tempo de correr.

Pulou na coitadinha

sem saber se ela queria.

Botou no muro

botou em tudo que é furo

E sentiu ela bem menos arredia.

Quando cansou

aí pensou no mal que cometia.

Mas pra surpresa do Gigante e da torcida escondida

A menina contorcia e suplicava, não pedia:

- Mete mais que é preciso. Preciso disso todo dia.

E não é que bem no fundo ela curtia 

se divertia e todavia putaria parecia

era amor de poesia

em formato baixaria

que ela tanto precisava

Que ele tanto assim queria.

Achou um canto no cafofo

passou comendo bem todo dia.

Conversavam sobre a vida

e o gigante já sabia

Até a idade que ela tinha.

Bóia quente e de tudo ela fazia

Até o que nas historias mais sacanas ele ouvia.

- Eu achando que era vadia. Baita moça de família.

Gostava da brincadeira. Ela mesma não escondia.

Mas quando viu ela cuidava dele.

Ele acabou cuidando dela.

Dois empregos cada um. Mais prato de comida.

Até TV colorida. Enquanto um sonhava o outro ria.

E juntos sorriram quando não entenderam muito bem

O que ela tinha na barriga. Já era uma família.

E o Gigante que não entendia o porquê da vida

Sentiu a coisa bem corrida quando a menina da faxina

Sentia dor e gemia sem parar

na porra do telefone que só recebia.

Se encontraram no posto, ele chegou ela dormia

Ele demorou o ônibus não vinha

Entre o choro e o sorriso preferiu a alegria

Olhando o pequeno Gigante que já vira

Nunca vira coisa mais sincera.

Mal parecia de tanta felicidade não cabia.

Se quebraria gritando a coisa mias linda.

E o Gigante finalmente explicaria.

Pra si pra todos e pra tudo que havia,

mesmo sem entender ainda,

o sentido dessa história de merda que é a vida.

A morte entra tantas ladainhas ainda viria

mas isso em outra poesia.

DJ

Fevereiro 14, 2011

Bom é ser o DJ dessa nossa manhã quase tarde nublada de domingo. Bom é café e só café. Cai e pára a chuva e de repente no bit volta a chover. Nosso cais nessa janela de vidro imensa com vista pra rua. Combinação de árvores. Ares de paraíso. Toda calma nessa hora. Lês. Num segundo me volto pra dentro e tudo está igual como nunca deve deixar de ser. Rotina no melhor sentido da palavra. O computador sem noção pergunta se quero reiniciar agora ou mais tarde. Mas agora ? Quem sabe na hora da janta … A musica alimenta toda criatividade. Toda curiosidade. A propósito hora do almoço, hoje tem jogo, mas amar antes é jogo e é como viajar, evaporar …materializar. Aposto. Nunca terminaremos a cúpula. Propostas de paz. Guerra estancada pauta adiada amor em dia. Fome. Perguntas. Fome Respostas. Qual destino ? A pé ? Passos calmos ? Rumo ao conhecido ? Parou mas pode voltar a chover essa chuva fina e infinita em cima da gente. Se molhar o que tem ? Encarar? Melhor. Ter coragem é a possibilidade de continuar. Rotina. Melhor, sentindo a palavra. O computador sem noção pergunta se quero reiniciar agora ou mais tarde. Mas não reiniciamos todo dia? E o nada acontece cuidadosamente planejado. O nada nessa hora como tudo a cada segundo. E se tudo dá certo nada diz que não, pelo menos agora. Curso natural. Continua paz da musica da chuva que vai e que vem e lá vamos tentando entender. Coincidências…

Enigmático Carnaval

Fevereiro 8, 2011


 Anda por ai

 

Livre de uma liberdade

 

Que só a invisibilidade dá

 

Fé de ter se há

 

Não adianta chamar

 

Querer gritar tocar

 

Olhar pra ver se há

 

So abstrair

 

E se entregar

 

Talvez venha ao pé do ouvido

                            

Como um espírito sussurrar

 

Uma indevida resposta

 

Soprar

                                  

Como um vento esquecido

 

Que se deixa encontrar

                

No elemento ar

                  

Que ninguém vê

 

Mas pela lógica deve estar

                    

É lógico que há

                     

Ilógico é querer

                  

Prever Guardar

                               

Pode ser muito natural

           

Ver você chegando

 

Depois partindo

 

Só pra trazer algumas tralhas

 

Para um breve carnaval

 

Enigmático carnaval

                   

Sem fantasias

 

Fevereiro 8, 2011

Somos todos

Sem vergonhas

Na veia

Humanas

Formas estranhas

Malucas bizzarras

A la Rabo de arraia

Leia:

Viajamos a vida agora

Não amanhã

Muito menos na manha

Pois se é fogo … ateia

E se for mais …idéia !

Vivemos a dádiva

inteira

Sem meias

Nem menos

Se pah

Meia nem a linguagem

Meio só ponto de passagem

Ponto e meio pra aldeia

Sem nexo

Nem sexo

Ok O2

Nem pouco sexo

Tão pouco quase aquilo

É isso

Nos alimentamos

De todas

Do todo que é nada

De tudo que nada

sem morrer na praia

Não damos conta

Nem damos pinta

Da tocaia na calada

Psico fantasia camuflada

Por trás da tela

eletro anti fuga

é gente

é “nóis “

é a teia.

A PROVA

Setembro 27, 2010

A prova de que quem aprova
É à prova de qualquer prova
Comprova que provar
É improvável
Proveja a contraprova
E prove o improvável.

Olá mundo!

Janeiro 14, 2008

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